Colestase e pancreatite crónica.

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RM T2 FSE cabeça pancreática
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Homem com hábitos alcoólicos pesados no passado, doença hepática crônica e antecedentes de colecistectomia (por litíase vesicular).
Estado atual: dor ligeira no flanco direito do abdome e hipocôndrio ipsilateral; ureia escura; enfartamento; prurido Ecografia abdominal superior: sinais de DHC, veia porta tem calibre preservado; dilatação das vias biliares intra- e extra-hepáticas, pâncreas de ecoestrutura heterogénea, na região da sua cabeça apresenta irregularidade dos contornos e calcificações, atrofia do corpo e cauda(pancreatite cronica).
 
RM (T2, T2FSE, SPGR, etc.): dilatação relevante das vias biliares intra- e extra-hepaticas (tipo «chain of lakes») com claras alterações da cabeça pancreática, que apresenta marcada heterogeneidade da estrutura com aspetos fibróticos, sem sinais de lesão expansiva, num contexto de manifestação de pancreatite crónica com atrofia do corpo e da cauda, ligeira estenose e dilatação do ducto Wirsung proximal.
Imagens estão apresentados.

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«A pancreatite crónica define-se como uma doença inflamatória contínua do pâncreas, que conduz a alterações morfológicas irreversíveis, tanto no parênquima como no sistema ductal pancreáticos, e que persistem mesmo após a supressão dos factores causais, culminando em perda funcional, de acordo com Layer P. e Ulrike M. (2005). Nas sociedades ocidentais, a associação que mais frequentemente se estabelece com esta patologia, é o consumo de álcool. Segundo Lowenfels AB et al (2005), esta condição clínica constitui, nos dias de hoje, um encargo económico substancial nas despesas de saúde dos países desenvolvidos. Com efeito, nos EUA, afecta entre 5,6 a 24,2 milhões de pessoas. 
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A literatura relativa aos dados da incidência e da prevalência da pancreatite crónica é escassa. Trata-se, com efeito, de uma doença complexa, com um amplo período de evolução entre o consumo de álcool – na medida em que é, no mundo ocidental, o factor etiológico predominante (66-80%) –, o surgimento das primeiras alterações histológicas pancreáticas e o estabelecimento de um quadro clínico franco — Navarro S. e Soriano A. (2005).
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De acordo com Attasaranya S. et al (2007) as estenoses da via biliar principal ocorrem em pelo menos 35% destes doentes. Estas estenoses resultam da restrição fibrótica e/ou da compressão por pseudoquisto. Não se preconiza tratamento, excepto se a fostatase alcalina (FA) se encontrar duas vezes aumentada relativamente ao limite superior ou se estiver aumentada com dilatação ductal. „ 
PANCREATITE CRÓNICA
Diogo Dias, Carlos Sofia

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  • VBP
  • VB intra-hepáticas
  • Atrofia da cauda e corpo pancreático/cabeça com alteração da estrutura e calcificações
  • Pâncreas e ducto
  • Pâncreas e ducto
  • RM T2 FSE VBP dilatada
  • RM T2 FSE Cabeça pancreática com fibrose
  • RM T2 FSE atrofia da cauda e corpo
  • RM T2 FSE cabeça pancreática
  • SPGR VBP(parte pancreática)
  • SPGR
  • Contrast

1 comentário

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Boa apresentação
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